Foucault na Califórnia: filosofia e LSD no Vale da Morte
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Para Foucault, assim como também para nós, o importante não é a droga em si mesma, mas a experimentação de novos modos de vida e subjetividades coletivas. Afinal, continua sendo possível inventar relações especulativas bebendo chá — e, em certos casos, pode ser até mais prudente assim. Para que isso aconteça, entretanto, o fundamental é se dedicar à criação de amizades que derretam as imposições subjetivas do capital, que as corroam por dentro e produzam a experiência de uma vida outra no próprio presente. Para experimentar uma nova subjetividade, alheia às imposições dos poderes mas potente como uma viagem psicodélica, talvez seja preciso renovar — dia a dia renovar — nossas próprias amizades ácidas.
— Felipe Melhado
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