João
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João surgiu do processo de apagamento do livro Harmada (Francis, 2003), do escritor brasileiro João Gilberto Noll. Em um experimento de escrita, Rodrigues se dedicou a apagar, com um corretivo, as palavras do livro de um de seus autores preferidos, poupando algumas que, após terem suas páginas arrancadas e trocadas de lugar, formariam um novo romance. O desafio de não adicionar nenhuma palavra que já estivesse presente no título original provocou uma série de escolhas difíceis durante o processo. Ronie Rodrigues apagou “Gilberto Noll” e deixou “João” à deriva em uma nova narrativa, marcada pelo fantasma de Harmada, que assombra o novo romance com vestígios do erotismo, da violência e da ternura de Noll.
Sobre o autor
Ronie Rodrigues é artista transdisciplinar, tradutor e professor de língua francesa. É formado em Direção Teatral pela Unespar (PR) e especialista em Escritas Performáticas pela PUC-Rio. Integrante da grupa de escrita Membrana Literária e criador, em parceria com a artista Gladis das Santas, da trilogia em dança “Cachaça sem rótulo”, “Pão com linguiça” e “Patrya”. Com Sylvain Bureau, traduziu Eu, de um acidente ou de amor (Telaranha, 2025). Antes de João (Telaranha, 2024), publicou os livros Apagar histórias com a língua (2021) e Roubar os mortos lamber os vivos (2023), ambos pela editora Urutau.
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